Aesa prevê irregularidades nas chuvas para o primeiro trimestre de 2015

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As perspectivas climáticas para o primeiro trimestre de 2015, para as Regiões do Alto Sertão, Sertão, Cariri e Curimataú não são tão animadoras. Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), tudo converge para que haja uma má distribuição das chuvas com situação preocupante para os municípios de Itaporanga e Sousa. Mesmo assim, a tendência é que a pluviosidade fique em torno da média histórica.

De acordo com o o presidente da Aesa presidente da Aesa João Vicente, Itaporanga é abastecida pelo açude de Cachoeira dos Alves, mas outras cidades também geram grande preocupação, como Sousa, que atualmente está com 5 milhões de metros cúbicos de água no açude São Gonçalo, algo nunca visto na história. “O açude está servindo, exclusivamente, para o suprimento da cidade. O governo do Estado está concluindo de forma emergencial uma adutora a partir do açude do Pintado, em Aparecida, que irá ajudar no abastecimento de Sousa, mas é preocupante. Em Itaporanga, vamos sugerir um racionamento atenuado para que possamos conferir uma sobrevida maior”, afirmou.

Com a irregularidade apontada para as chuvas nas três regiões destacadas, algumas localidades poderão receber uma previsão de chuva maior que outras. Marle Bandeira, meteorologista da Aesa explica que a distribuição de chuvas dependerá dos sistemas meteorológicos , como os vórtices ciclônicos em ar superior. “Não dá para prevermos ainda de que modo esses sistemas vão se comportar. Porém, o que podemos afirmar é que, quando bem posicionados e desenvolvidos, provocam chuvas intensas em várias áreas”.

A previsão climática para o primeiro trimestre de 2015, divulgada nesta quinta-feira, foi o resultado da reunião técnica realizada nas dependências da Universidade Federal de Campina Grande na terça-feira (16). Na ocasião, além da Aesa, participaram meteorologistas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e da Unidade Acadêmica de Ciências Atmosféricas da UFCG. A Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) enviou dados para subsidiar as análises.

Em pauta, as mais recentes condições oceânico-atmosféricas globais com influência nos índices pluviométricos da Paraíba. Os cenários previstos por vários modelos meteorológicos de previsão climática também foram avaliados.

Tudo igual

Não haverá alterações previstas para o período e a tendência é que a pluviosidade fique em torno da média histórica. A síntese do relatório apresentado hoje mostra que não há previsão de um período ‘extremamente chuvoso’ ou ‘extremamente seco’ no primeiro trimestre de 2015 para o Estado.

Mesmo assim, João Vicente Machado, afirmou que Estado está preparado, mesmo se as chuvas ficarem abaixo da média. “Podemos afirmar que a Paraíba está preparada para enfrentar chuvas abaixo da média – o que esperamos que não aconteça. Estamos preparados para enfrentar esses fenômenos naturais, mesmo que adversos”, garantiu.

Para o setor leste do Estado, Regiões de Litoral, Agreste e Brejo, o quadrimestre mais chuvoso compreende os meses de abril a julho. A previsão da Aesa para estas Regiões deverá ser divulgada no mês de março 2015.

Jornal da paraiba

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