Associação apoia luta contra limites para realização de mamografias

A Associação Paraibana dos Defensores Públicos, que tem à frente Madalena Abrantes, se incorporou à campanha deflagrada pelo vereador pessoense Lucas de Brito Pereira, contra os limites para realização dos exames de mamografia bilaterais impostos através da portaria 1.243 pelo Ministério da Saúde.

Durante pronunciamento na Câmara Municipal, ele classificou a medida como um retrocesso na saúde pública, ao restringir a uma única mama o exame para mulheres a partir dos 40 anos de idade e liberar para as duas, caso a paciente tenha entre 50 e 69 anos, cabendo aos municípios a responsabilidade de subsidiar o exame na outra mama àquelas mulheres que não se enquadrem nessa faixa etária.

Integral apoio

“Manifestamos todo o apoio à iniciativa, sobretudo por ser a garantia do acesso à saúde pública pelos mais carentes, um dos nossos deveres constitucionais”, afirmou a Defensora Pública Catarina Marta. O acometimento da enfermidade meses atrás não afastou-a da luta por uma maior divulgação junto às mulheres, do quanto é fundamental o diagnóstico precoce do câncer de mama.

Além de uma sessão especial na próxima semana na Câmara Municipal, serão prestados esclarecimentos em pontos de grande circulação de pessoas na cidade, da importância da realização anual desse exame a partir dos 40 anos de idade ou até antes, quando houver histórico de ocorrência na família, considerando ainda o fato de a Região Nordeste ser uma das que tem maior incidência do tumor mais agressivo e até o final do ano estarem previstos cerca de 57.120 novos casos no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

“Louvamos o cunho pedagógico da campanha desenvolvida este mês, intitulada Outubro Rosa”, mas defendemos que esta seja uma luta constante, pois buscamos a defesa de vidas, a partir da conscientização das mulheres da gravidade do problema “, concluiu Catarina.

A Associação Paraibana dos Defensores Públicos e a ONG Amigos do Peito uniram-se no sentido de colocar em evidência os problemas que giram em torno do câncer de mama, a exemplo do acesso a exames clínicos e biópsias, bem como a necessidade do cumprimento das leis que asseguram a realização anual de uma mamografia pelo SUS, o cumprimento do prazo entre o diagnóstico e seu tratamento, além da reconstrução mamária. Até sexta-feira passada, foram sido realizados seis mutirões nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Rio Tinto, Taperoá, Piancó e Patos.

Assessoria

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