Bandidos afrontam a polícia e deixam recado ousado ao arrombar escola

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A ousadia de bandidos deixou marcas registradas nas paredes de uma escola estadual em Campina Grande. A Escola Carlos Drummond de Andrade, que funciona ao lado do 1º Pelotão de Policia Ambiental do Estado, foi arrombada na madrugada de ontem. Os funcionários que chegaram para trabalhar ontem encontraram a sala onde funciona a secretaria e diretoria com cadeados e portas arrombadas. O comandante da Polícia Ambiental, tenente Rodrigo Rodrigues, disse que o recado era uma afronta à polícia.

Quatro armários tiveram as portas forçadas, um instrumento musical e um cartucho de impressora foram levados. Uma impressora, utilizada para atividades da secretaria, agora fica na casa de um funcionário por medida de segurança. Nas paredes, os bandidos deixaram mensagens de indignação por não ter o que levar, e ainda questionaram a presença da polícia na base que funciona ao lado da escola.

A secretária da escola, Amanda Pulquéria, disse que a falta de computadores na escola é consequência de outros assaltos que já aconteceram. “No final do ano eles levaram o último computador, e 14 ventiladores que ainda estavam nas caixas. Tem uma base da Polícia Ambiental, que deveria pelo menos inibir, mas eles não se intimidam”, disse a funcionária. A reportagem do Jornal Correio entrou em contato com a Gerência Regional de Ensino, mas não conseguiu resposta.

Tinha policiamento. Segundo o comandante da Polícia Ambiental, tenente Rodrigo Rodrigues, dois policiais estavam na base no momento do arrombamento à escola. “Temos sempre equipes durante 24h. Em regra trabalhamos com uma viatura, ou duas em caso de operações. Atendemos ao comando regional, cerca de 100 cidades e ficamos à disposição do Ciop. Na base sempre ficam dois policiais, para tomar conta da base. Inclusive ontem haviam dois. Mas a gente só veio tomar conhecimento do caso pela manhã, através da imprensa”, explicou o comandante.

PMs não ouviram

“Eu avalio a mensagem como uma afronta. De tentar demonstrar força, poder, e mostrar que apesar da policia, estão agindo. O problema é que não se ouviu barulho, não se percebeu nada. Tinham dois PMs pertinho, na base, que podiam verificar alguma coisa na rua ou acionar uma viatura se tivessem ouvido algo, ou sido acionados pela população. O problema é que ninguém percebeu a entrada deles. O ideal para combater isso seria a escola ter pelo menos dois vigias à noite”, Rodrigo Rodrigues. Tenente da Polícia Ambiental.

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