Batalha contra o zika vírus é de vida ou morte

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Combater o mosquito Aedes aegypti não tem sido uma tarefa fácil. Ele se reproduz até numa folha seca e em qualquer local que acumule água, por menor que seja. A educação é fundamental nesse processo, principalmente considerando o péssimo hábito que muitas pessoas têm de jogar lixo nas ruas. Erradicar o vetor não é possível, segundo especialistas. Mas, as pesquisas também estão avançando para controlar o vetor. É uma batalha de vida e morte. Com a explosão de casos de microcefalia na Paraíba, a zika é o que tem causado mais temor à população. Os estragos crescem a cada dia. Agora, dois casos de hidrocefalia relacionados ao vírus estão sendo investigados em Campina Grande.

Os bebês com hidrocefalia estão sendo acompanhados no Hospital Pedro I. “Temos mais de 20 bebês em acompanhamento. A maioria deles com microcefalia, e dois casos de dilatação ventricular não hipertensiva”, disse a neurocirurgiã Alba Gean Medeiros.

Pesquisa de R$ 1 milhão. Um acompanhamento especial para as gestantes desde os primeiros sintomas da zika seria, para a médica Adriana Melo, o início de uma pesquisa ideal para descobrir porque algumas grávidas que contraíram o zika vírus tiveram bebês com microcefalia e outras não. A pergunta ainda sem respostas envolveria uma pesquisa direcionada aos casos com custos estimados de até R$1 milhão.

Enquanto a especialista em medicina fetal, Adriana Melo, não consegue financiamento para a pesquisa que gostaria, ela vai receber uma bolsa de estudos da Prefeitura para continuar fazendo o acompanhamento que vinha realizando de forma voluntária. “A pesquisa que eu desejo fazer custaria entre meio milhão e R$1 milhão. Eu não recebi nenhum recurso de financiamento. Hoje o que fazemos é de forma voluntária. Estamos acompanhando as grávidas, coletando o material e enviando para um laboratório no Rio de Janeiro. Para descobrir a presença do vírus e como ele agem. Mesmo com pouco incentivo ainda estamos descobrindo mais que outros pesquisadores com pesquisas financiadas”, relatou a médica.

Paraíba Informa / Bruna Vieira/ Renata Fabrício – foto: Chico Martins

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