Bolsonaro convoca manifestações contra o congresso e STF e gera fortes reações

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O presidente Jair Bolsonaro disparou do próprio celular, pelo WhatsApp, um vídeo com uma convocação para as manifestações de 15 de março, organizadas por movimentos de extrema direita para defender o governo e protestar contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). A gravação, em tom dramático, mostra a facada que Bolsonaro recebeu em Juiz de Fora (MG) para dizer que ele “quase morreu” para defender país e, agora, precisa que as pessoas vão às ruas para defendê-lo.

O vídeo gerou instantaneamente forte reação de vários setores da política e do judiciário: Os ex-presidentes Lula, Fernando Henrique e Dilma reagiram fortemente contra o vídeo e o suposto ataque a democracia brasileira. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e candidato a presidente derrotado na última eleição também se posicionou contra e cobrou uma reação dos eleitores.

O líder da oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), propôs uma reunião de emergência entre os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e líderes dos partidos para decidir o que fazer diante das manifestações do presidente Jair Bolsonaro contra o Congresso.

O Presidente Nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, afirmou que o ato de Bolsonaro pode abrir caminho para o possível impeachment. O Ministro do STF, Gilmar Mendes, também se manifestou em suas redes sociais, afirmou que a Constituição Federal de 88 garantiu nosso maior período de estabilidade democrática no país e que nossas instituições devem ser respeitadas por aqueles que são incumbidos de guardá-las.

Desde o período de redemocratização do país, nenhum presidente havia se manifestado de nenhuma forma para convocar atos contra o parlamento e o judiciário. Para juristas, isso se caracteriza claramente um ataque a constituição federal e a democracia brasileira, sendo que as instituições tem que tomar as medidas cabíveis contra Bolsonaro e sua base militar.

O alerta mais importante para a população passado pelo ato do presidente sinaliza para uma possível ruptura das instituições democráticas novamente no Brasil, tal qual 1964, podendo culminar em uma nova Ditadura Militar e cassação de direitos da população.

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