Cada vez mais a cultura é consumida online; saiba mais sobre os principais serviços de streaming

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A transição da mídia física para a digital já causou um impacto na indústria cultural no início da decada passada. Mas agora foi dado um passo adiante na digitalização dos meios de consumo cultural: o streaming, a capacidade de ouvir músicas, ver vídeos e até mesmo ler livros sem a necessidade de realizar o download de um arquivo.

A plataforma mais popular é o YouTube, que oferece tanto vídeos oficiais quanto uploads de usuários comuns. No entanto, empresas especializadas oferecem esse tipo de serviço de maneira profissional, sendo as mais famosas a Netflix, que também produz conteúdo próprio, a exemplo dos seriados Stranger Things, House of Cards, Orange Is the New Black e Black Mirror, e o Spotify, que traz um acervo de mais de 30 milhões de músicas.

Para acessar os serviços, os suportes são versáteis. A maioria pode ser acessada através de aplicativos instalados em smartphones  e tablets (através da Google Play, em dispositivos Android, e iTunes Store, para o iOS), através de navegadores como Google Chrome e Mozilla Firefox em desktops e notebooks, e até mesmo através de Smart TVs, conectadas diretamente à internet. O cadastro é simples e a maioria requer um cartão de crédito ou até mesmo débito em conta corrente para o pagamento dos serviços, oferecendo acesso ilimitado ao acervo por uma taxa fixa.

Se no início a dúvida era se as pessoas estariam dispostas a pagar por algo que conseguiriam de graça, através do download pirata, os números parecem revelar uma tendência. Somente no Brasil, a Netflix tem mais de 4 milhões de assinantes e chegou a faturar cerca de R$ 1,1 bilhão em 2015 no país, superando emissoras de TV tradicionais como o SBT.

No campo da indústria fonográfica, a popularização do streaming deu novo fôlego ao setor. A receita vinda de modalidades pagas, como Spotify Premium e Apple Music, cresceu 112% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado nos Estados Unidos. As assinaturas já representam 30% da indústria da música, o que trouxe um aumento no faturamento que não era visto desde o início da década de 1990, quando os CDs começaram a ficar mais populares.

No Brasil, artistas independentes estão utilizando a plataforma para oferecer de maneira oficial sua produção artística. O grupo paraibano Banda-fôrra é um exemplo disso. Eles disponibilizaram este ano o EP homônimo lançado ano passado através do Spotify.

“A decisão de jogar nossa música pra streaming foi simples. Nos perguntamos: como ouvimos música? E ainda: como as pessoas que gostam ou poderiam gostar de música costumam consumir música? Depois disso foi correr atrás”, explica Guga Limeira, vocalista da banda.

Sobre o retorno financeiro através das plataformas, ele aponta que existem diversas possibilidades, mas que há algo que resume tudo. “Cada plataforma tem sua dinâmica, de maneira que a remuneração também flutua. Mas uma coisa é certa: só recebe quem tem suas músicas tocadas”, pontua.

André Luiz Maia

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