Cerca de 8 bi da renda dos paraibanos é destinada a pagamento de empréstimos e prestações

O estímulo ao consumo parcelado, com desonerações e juros atrativos no ano passado, deixou uma conta alta para o paraibano pagar em 2013. Estudo do IPC Maps prevê que R$ 8,566 bilhões da renda do paraibano serão destinados para o pagamento de empréstimos e prestações – um número maior do que os R$ 7,427 bilhões previstos em 2012 (+15,33%).

Esta dívida, classificada como ‘Outras Despesas’ pelo levantamento, é o maior gasto de todas as classes econômicas no Estado e está acima, inclusive, de manutenção do Lar (R$ 7,850 bilhões), maior peso de gastos como prestação da casa própria, aluguéis, condomínio, energia, telefonia e alimentação dentro de casa.

Do total de R$ 8,566 bilhões, a classe econômica ‘B’ foi quem mais se endividou e, sozinha, deverá arcar com 45,93% (R$ 3,935 bilhões) do montante. De acordo com o diretor do IPC, Marcos Pazzini, este percentual foi uma consequência da ascensão dos domicílios da ‘Classe C’ – que, por financiarem e adquirirem bens – entraram na classificação econômica B com maior parcela de dívidas.

“Ou seja, parte da migração de uma classe para outra tem acontecido graças a facilidade de crédito, o que gera aumento das despesas na categoria ‘Outras Despesas’. Todavia, esta é uma situação de momento e o custo que se paga por essa ascensão social”, pontuou.

Conforme o diretor, a Classe B está mais endividada neste ano, inclusive, em termos de ‘Brasil’. Na análise sadia – contrária ao endividamento – está o potencial de consumo. Este caiu de 50% em 2012 para 48,5% em 2013. “Isto quer dizer que, pelos dados nacionais, a ‘Classe B’ está mais endividada [com menos poder de compra], , apesar da quantidade de domicílios ter aumentado neste período”, acrescentou.

Continuando a análise, em segundo lugar, a classe econômica ‘A’ contabiliza 26,46% (R$ 2,267 bilhões) do total que será destinado para despesas com prestações e financiamentos. Seguindo esta, por sua vez, aparece a Classe C – menos endividada – com 24,55% do total (R$ 2,103 bilhões).

Pazzini acredita que os números, apesar de tratarem de contas a serem pagas, são um retrato positivo para a economia do país.

“O cenário econômico do país tem propiciado as compras de bens de consumo a prazo, pois os consumidores tem estabilidade no emprego e boa oferta de novas vagas. A facilidade de crédito é um convite a aquisição de novos produtos, o que permite que haja ascensão social positiva entre os domicílios brasileiros”, explicou.

 

Com Jornal da Paraíba

 

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