Chove tudo e mais um pouco em abril e dez municípios ultrapassam estimativa do mês

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O que choveu em João Pessoa ontem foi suficiente para causar alagamentos em diversos pontos da cidade, alguns históricos como nas avenida Hilton Souto Maior, no José Américo, e Sanhauá, no Centro. Com essas chuvas, 10 municípios já ultrapassaram a média histórica de abril. Sapé está no topo do ranking (50% acima da média), seguido de Pedras de Fogo (37,5%), Cabedelo (30%) e João Pessoa (29,8%).

Na Capital, mais uma parte da Barreira do Cabo Branco se foi. Na Rua Padre Azevedo (Varadouro), a pista da faixa exclusiva de ônibus foi consertada e liberada às 13h, segundo o coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Noé Estrela, mas a calçada ainda permanecia quebrada e os pedestres andando pela rua. “A calçada já tinha fissuras antes das chuvas e a prefeitura resolveu intervir para não ter mais estragos. Estamos trabalhando lá desde o domingo, então até a quinta-feira ela deve estar pronta”, explicou Noé. Em relação a um cano estourado na mesma rua, a Companhia de Água e Esgoto (Cagepa) que faria o conserto.

Menos água. Segundo a meteorologista da Aesa, Carmem Becker, o sistema meteorológico que está atuando na costa leste – distúrbios de leste ou ondas de leste – enfraqueceu e as chuvas começam a ser menos intensas. No entanto, não descarta a possibilidade de retornar ainda este mês. Esse sistema tem maior freqüência nos meses de maio e junho. No entanto, este ano, apareceu mais cedo do que o previsto, trazendo mais chuvas. “É provável que aconteça, mas nada como o ocorrido”, comentou.

O coordenador da Defesa Civil do Estado, George Saboia, informou que duas cidades estavam sofrendo mais com as chuvas (João Pessoa e Cabedelo). Para a cidade portuária, foram doados 72 colchões para as famílias desabrigadas. Ele havia dito que não havia nenhuma cidade estava em emergência, mas ontem Cabedelo anunciou o decreto. Em João Pessoa, os pontos mais críticos são Cuiá, Tito Silva, Beira Rio e São José; em Cabedelo , Oceania e Praia do Jacaré. “A gente vê se consegue algo com Brasília. Estamos esperando o reconhecimento ainda do decreto de emergência por conta da seca. Quem tem que fazer o decreto é o município”, explicou.

Santa Rita

Em Santa Rita, a inundação do Rio Preto deixou cinco famílias desalojadas, mas ontem elas retornaram às suas moradias. Houve queda de ponte de madeira numa comunidade, mas a prefeitura prometeu o conserto e a compra de um barco para a travessia.

Cabedelo

A Prefeitura de Cabedelo decretou situação de emergência na cidade por conta das fortes chuvas. Ontem,  uma comissão visitou os alojamentos montados para abrigar as famílias prejudicadas, localizados nos Ginásios do Renascer II e Oceania (Jacaré).

Ressaca

Até as 21h de amanhã, a recomendação é que se evite o uso de embarcações de pequeno porte no Litoral da Paraíba por conta da ressaca. A previsão é de ondas de 2.5 metros e ventos fortes de direção sudeste. O aviso foi da capitania dos Portos da Paraíba.

Paraíba Informa / Aline Martins

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