Coremas tem rachaduras e população teme repetição do desastre de camará

d6a10bbdf0e9aba78e05b10f72d24da5.jpg

Moradores do município de Coremas e de todo o Vale do Piancó, no Sertão paraibano, estão fazendo uma campanha nas redes sociais com o intuito de chamar a atenção das autoridades para uma possível tragédia, que repetiria o que aconteceu na barragem de Camará, em 2004: o arrombamento do açude de Coremas, que apresenta profundas rachaduras em suas paredes de concreto. O Departamento Nacional de Obras contra as Secas na Paraíba (Dnocs) fez a última vistoria em dezembro e a avaliação foi que as fissuras não apresentavam risco, mas o órgão ainda espera liberação de recursos para as obras de manutenção corretiva.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Arthur Wagner Cavalcanti, foi umas das primeiras pessoas a divulgar fotos e vídeos da estrutura do reservatório. “Estava caminhando e vi um buraco, percebi que as placas de concreto externas apresentavam grandes rachaduras. Com o desastre na cidade de Mariana, ficamos assustados com a possibilidade da parede não aguentar a pressão da água quando chovesse”, explicou.

Arthur disse ainda que na ocasião, a coordenação do Dnocs no Estado mandou dois engenheiros para vistoriar a área. “Eles disseram que o problema é mediano e que não havia razão para alardes, mas mesmo assim temos medo e esperamos que eles aproveitem o período antes das chuvas para fazer os reparos necessários”, disse.

Inverno preocupa. A agente penitenciária Maria Angelita de Sousa Soares, conhecida como Dorismar, ressaltou que a população está com receio de que a chegada das chuvas piore a situação e impossibilite as reformas. “A tendência é que o volume d’água aumente muito e aconteça uma catástrofe. Em caso de arrombamento do açude, toda a cidade seria inundada. Começaram as chuvas e quando cai muito forte alimenta o Rio Piancó e deságua no açude de Coremas. Ao mesmo instante que a alegria do sertanejo é a chuva, estamos com medo da insegurança”, disse Dorismar.

Vistoria

Segundo o coordenador estadual Dnocs, Avanir Ponce Braga, dois engenheiros avaliaram a situação do complexo Coremas Mãe D’Água. “Eles emitiram uma nota técnica onde recomendam a manutenção corretiva, mas ressaltam que não existe risco em função das fissuras.”, explicou. O Dnocs estima que são necessários R$525 mil, para o reparo do açude.

Situação do manancial

    • 1,36 bilhão
    • de m³ é a capacidade total do Coremas – Mãe D’Água
    • 103 milhões
    • de m³ é o volume atual do Coremas
    • 113 milhões
    • de m³ é o volume do Mãe D’Água

Paraíba Informa / Fernanda Figueirêdo / Renata Fabrício

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *