Crise ameaça SAMU na Paraíba e profissionais ficam até 6 meses sem receber salários

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No interior do Estado, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) convive com atraso de salários e dispensa de funcionários. Em Soledade, Agreste da Paraíba, os salários de 39 funcionários do Samu estão atrasados há seis meses, e quem afirma é o próprio prefeito José Bento. Em Patos, funcionários do Samu foram demitidos. “Há seis meses eles (funcionários) ficam com um mês em atraso. A gente tenta pagar parceladamente, mas não consegue”, diz. Segundo ele, o problema começou por falta de repasse de recursos por parte do Governo do Estado.

“O Estado deixou de repassar ao município, e o município não tem receita suficiente para suprir essas demandas. Atualmente está atualizado, mas em meses anteriores deixou de repassar cerca de R$ 300 mil em verbas, e essa falta de repasses acabou acumulando, e vai ficando pra frente. Fizemos uma programação para pagar parcelado, e tudo foi por água abaixo. Primeiro foi a redução da receita e ainda por cima entraram precatórios que não estavam na nossa agenda de cerca de R$200 mil”, argumentou.

A solução, para ele, é cortar. E as dispensas vão começar pelo setor de transportes. “Não tenho como mobilizar receita. E isso acaba redundando nas pessoas que mais precisam. Temos o pessoal efetivo, e a saúde tem essa peculiaridade, mas alguns casos possivelmente serão mexidos. Estamos estudando os setores que serão mexidos, para que a saúde não se fragilize tanto, mas alguém vai ser penalizado e é uma pena que isso aconteça no setor mais essencial”, disse.


Paraíba Informa / Correio

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