Dilma usará 2ª denúncia contra Temer em sua defesa

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A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff no processo que pede a anulação do impeachment vai usar em sua argumentação a segunda denúncia de Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer.

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, que é o advogado dela no caso, em tramitação no STF (Supremo Tribunal Federal), viu uma oportunidade no trecho em que o então procurador-geral da República relaciona dois fatos: o apoio do “quadrilhão do PMDB” à queda da petista e à tentativa do grupo de barrar a Operação Lava Jato.

O argumento de Cardozo é que Dilma foi alvo de retaliação, o que invalidaria o impeachment.

“Não se pode tratar o impeachment como se fosse uma ilha dissociada de tudo”, diz o ex-ministro. Para ele, a conexão entre fatos apontada na denúncia do procurador é “mais um indício da nulidade do processo contra Dilma”.

A defesa da petista vai utilizar a denúncia contra Temer durante o julgamento do mandado de segurança, que ainda não tem data marcada.

Na semana passada, antes de deixar o cargo, Janot enviou manifestação ao STF em que se posicionou contra o pedido de Dilma. Ele afirmou que não houve atuação ilícita de políticos nem na abertura do processo pelo então deputado Eduardo Cunha (PMDB) nem na votação final, no Senado.

CONCERTO

Sobre a tese de contaminação do julgamento nas duas Casas, Janot disse em sua manifestação que “seria improvável pressupor que tenha havido um tal concerto escuso, em desfavor da impetrante [Dilma], com tantos atores”.

Na avaliação dele, “o processo de impeachment foi autorizado e conduzido com base em motivação idônea e suficiente, não havendo falar em ausência de justa causa”.

O caso está no gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Ex-titular da Justiça de Temer, ele assumiu a relatoria após a morte de Teori Zavascki. Na ação, movida pela ex-presidente há um ano, ela sustenta que não cometeu crime de responsabilidade e pede seu retorno à Presidência.

 

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