Governo não tem ‘plano b’ e transposição é única salvação para Campina Grande

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Durante a audiência pública na Assembleia Legislativa,nesta quinta-feira (10), o secretário de Recursos Hídricos do Estado, João Azevedo, alegou que a única forma do Governo Estadual colaborar para melhorar o problema da falta de água em Campina Grande e cidades vizinhas é cobrar e incentivar o Governo Federal a conclusão das obras de transposição do Rio São Francisco.

Segundo o gestor, com a finalização das obras o Governo do Estado vai atuar na desobstrução da calha do rio, nas obras que precisa iniciar em Camalaú e Poções e fazer um trabalho de melhoria se houver necessidade na qualidade de água. “A partir da conclusão da transposição é que começa a ser feito o bombeamento entre as estações até que chegue à Paraíba”, disse João Azevedo.

O debate ocorreu no Poder Legislativo, através da propositura de Guilherme Almeida.  O objetivo foi tratar das medidas que podem ser tomadas pelo Governo do Estado na questão do combate à crise hídrica, além de coibir a possibilidade de colapso nos municípios da Região de Campina Grande, por causa da seca no Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão).

João Azevedo acrescentou que o governador Ricardo Coutinho (PSB) já está se preparando para a chegada das águas do Rio São Francisco. “Estamos contratando uma empresa para fazer a retificação da calha. A Cagepa está junto com a Prefeitura de Monteiro fazendo o trabalho de melhoria do esgotamento sanitário, que já é o primeiro passado para a chegada da transposição”, ressaltou o gestor.

Os deputados da bancada de oposição estavam culpando o governador por não elaborar um plano emergencial para melhorar a vida da população das cidades afetadas pela seca. Guilherme Almeida (PSC) cobrou uma ação mais rápida, visto que o açude só está com 6% da capacidade. Eles também defenderam a necessidade de buscar parcerias do Governo federal para melhorar a situação. “Se existe a iminência de um colapso em Campina Grande, o governo central não vai deixar um milhão de pessoas em uma calamidade pública dessa natureza”.

Paraíba informa
com Alexandre Kito

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