Hospital de Taperoá é apelidado de elefante branco pela população e médicos continuam em greve

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Os médicos do Hospital Distrital de Taperoá, que atende a pelo menos 10 cidades do entorno, continuam fazendo uma greve disfarçada por conta de salários atrasados. Os profissionais estão sem receber há praticamente três meses e estão atendendo apenas casos de absoluta urgência. O resultado são filas que se formam na unidade, pacientes esperando horas para simplesmente trocar um soro e há reclamações novas de que faltam até instrumentos básicos de uma casa de saúde, como seringas, que precisam ser adquiridas em farmácias da cidade por aqueles que precisam.

Novas denúncias que chegaram a nossa reportagem por pacientes que pediram para não serem identificados relatam que muitas pessoas estão voltando para casa cansados de esperar pelo atendimento. O surto dos vírus transmitidos pelo o mosquito aedes aegypti aumentou consideravelmente a procura pelo hospital, mas fala-se que os leitos disponíveis foram diminuídos pela metade.

A direção da instituição alega que não gerencia recursos. A responsabilidade é do Instituto Gerir, contratado pelo Governo do Estado para administrar o hospital, mas que não dá satisfações a imprensa.

O Hospital Geral de Taperoá atende cerca de 70 mil pessoas de vários municípios da região, que estão prejudicadas com o atraso no repasse à unidade. A unidade é uma das maiores e mais estruturadas casas de saúde em atividade na região do Cariri.

Paraíba Informa / De Olho no Cariri 

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