Juiz eletrônico projeto usa tecnologia contra polêmicas em campo e ajuda a arbitragem

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Assim como outros esportes, o futebol está prestes a dar um importante passo, com um único intuito: evitar falhas que venham a prejudicar os times.

Iniciativa brasileira para a modalidade, o Árbitro de Vídeo está em fase de estudos, com o aval da International Football Association Board (Ifab), entidade responsável por criar as regras do futebol. A ideia do ex-árbitro Manoel Serapião, criador do projeto, é que a Fifa possa liberar oficialmente o uso da tecnologia por parte da CBF, a partir do Campeonato Brasileiro de 2018. Porém, os testes já foram iniciados.

“Funciona”, garante o criador

Ainda de forma extraoficial e sem interferência na partida, a Comissão Nacional de Arbitragem da CBF utilizou o Árbitro de Vídeo (AV) nas finais do Campeonato Carioca deste ano.

“Funciona e digo que foi tudo dentro do que esperávamos, pois já estamos considerando que o projeto está pronto para ser utilizado. A nossa primeira ideia é utilizar o recurso nas 10 partidas por rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, para depois levarmos até as outras divisões”, disse Manoel Serapião, que fez o papel de AV nos jogos entre Botafogo e Vasco.

O que a CBF está propondo é que o profissional ideal para esta função seja ex-juiz, com experiência internacional.

O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, Ségio Corrêa, disse que o órgão pretende fazer novos testes e paralelamente, apresentará os resultados à Fifa, na tentativa de convencer a entidade internacional a autorizar o uso no Brasil.

Na concepção do projeto, o juiz de campo não terá autorização para pedir a revisão dos lances, exatamente para não atrapalhar o andamento da partida. A sistemática é que quando houver uma jogada que gere dúvida, como se a bola passou ou não da linha da trave, o árbitro de vídeo acionará o juiz de campo via rádio sem interromper o jogo.

Nos cálculos feitos pela comissão que acompanha o projeto, o tempo gasto entre uma jogada duvidosa, a geração da imagem, o trabalho de corte feito pelo técnico para replay imediato, além da decisão do árbitro de vídeo durou apenas oito segundos.

Paraíba Informa
Com Raniery Soares

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