Ministério esclarece situação do bombeamento da Transposição após cobrança de deputada

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Nesta quarta-feira (17) o Ministério do Desenvolvimento Regional, através da Secretaria de Segurança Hídrica, enviou oficio ao gabinete da deputada federal Edna Henrique (PSDB-PB), esclarecendo sobre a real situação do bombeamento do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco.

A resposta atende as constantes cobranças da parlamentar, que se mostrando preocupada com a paralisação das obras da transposição do Rio São Francisco, se reuniu no fim no mês de março com o Ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Henrique Canuto, para cobrar providências no sentido de restabelecer o bombeamento do eixo leste da Transposição, fazendo com que a variação do volume de água entregue no Rio Paraíba, no município de Monteiro, possa atender a demanda da população que estava sendo prejudicada com a suspensão do abastecimento.

O oficio assinado pelo secretário de Segurança Hídrica, Marcelo Pereira Borges, aponta que o bombeamento do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco com bacias hidrográficas do Nordeste setentrional voltou a ocorrer normalmente.

Porém, foi informado que o Eixo Leste encontra-se em pré-operação, etapa na qual pode surgir a necessidade de serviços de manutenção e reparos nos canais e estruturas. Sendo possível a ocorrência de interrupções do bombeamento em algum trecho para a realização de serviços de manutenção.

A deputada destacou que continuará cobrando agilidade na finalização das obras e pede a união de toda bancada paraibana para solucionar de uma vez por todas, a conclusão da Transposição.

Edna Henrique lembrou que, em audiência com o ministro, também relatou que as obras do Eixo Norte estão paralisadas há muito tempo, prejudicando sete milhões de pessoas que moram na Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco e que sofrem com a escassez de água.

“Estou fazendo a minha parte, apontando os erros, cobrando soluções e atenta às necessidades dos paraibanos. Não vamos descansar e precisamos mobilizar toda bancada federal para buscar a conclusão da Transposição”, disse Edna.

Consórcio Operado é responsável pela manutenção e serviços

A Secretaria Nacional de Segurança Hídrica revelou que existe, no momento, um consórcio operador responsável pela pré-operação, manutenção, gestão ambiental, conservação e vigilância patrimonial das instalações de construção civil, dos equipamentos e dos sistemas elétricos, mecânicos e hidromecânicos do projeto.

Entre as atribuições do consórcio estão a realização de serviços de manutenção nos canais, que incluem a remoção constante de vegetação que cresce diariamente no entorno das estruturas e a realização de reparos em placas de concreto.

Rachaduras na Transposição

As altas temperaturas, o sol escaldante do Cariri do Estado e o frio à noite podem ter contribuído com o surgimento de rachaduras no canal da Transposição das Águas do Rio São Francisco no Eixo Leste. A informação também foi apontada no ofício encaminhado à deputada Edna Henrique. O caso foi denunciado essa semana por moradores da cidade de Monteiro, que relataram fissuras e a presença de plantas no concreto do canal.

“Em decorrência das altas temperaturas da região durante o dia e constante exposição ao sol, além de baixas temperaturas à noite, é esperado que possam surgir fissuras em placas. Por esse motivo, o trabalho de vistoria é constante”, discorre a nota.

Vale ressaltar que as obras do projeto são Francisco possuem 447 quilômetros de extensão. No Eixo Norte, com 260 quilômetros, são três estações de bombeamento, 15 reservatórios, oito aquedutos e três túneis. Já o Eixo Leste, com 217 quilômetros é composto por seis estações de bombeamento; cinco aquedutos; 12 reservatórios e um túnel. Tais estruturas poderão apresentar a nessa cidade de serviços de reparos e manutenção ao logo de sua operação, assim como qualquer outro empreendimento desse porte.

Reservatório de Boqueirão tem disponibilidade hídrica

Foi destacado também que o segundo maior reservatório do estado da Paraíba, o Boqueirão, tem disponibilidade hídrica para assegurar o atendimento de cidades abastecidas pelo projeto São Francisco Portanto, interrupções temporárias no bombeamento não afetaram a chegada da água à população na região de Campina Grande, por exemplo que é atendida pelo sistema desde março de 2017. Neste período, mesmo em fase pré-operação, o projeto tem beneficiando mais de um milhão de habitantes em 38 cidades da Paraíba e de Pernambuco.

Com Ascom

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