Morte ronda a br-230 e duplicação da rodovia volta a ser cobrada pelos paraibanos

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Só este mês, em toda a extensão da BR-230 foram registrados 74 acidentes que resultaram em 49 feridos e sete mortos. Destes, 21 ocorreram entre o km 153,2 e km 505, que interliga o município de Campina Grande, no Agreste até Cajazeiras, no Sertão paraibano. O número de ocorrências demonstra a necessidade da duplicação da rodovia, promessa antiga que ainda parece distante de sair do papel. Diariamente, 20 mil veículos transitam do Agreste ao Sertão nos quilômetros citados. Já de Campina Grande a Cabedelo, o segmento de 147,6 quilômetros de extensão é duplicado desde 2001.

Segundo o chefe do Serviço de Projetos da Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) no Estado, José Antônio de Araújo, o projeto de duplicação do Agreste ao Sertão possui três etapas e está em fase de levantamento de dados para fins de licitação para que o primeiro passo seja dado. A primeira etapa, com custo estimado em R$ 165 milhões, seria do km 153,2 (início do acesso oeste de Campina Grande) até o km 184,5 (na Praça do Meio do Mundo). Ou seja, 31,3 km a serem inicialmente duplicados.

A respeito da previsão para o início desta obra, o engenheiro José Antônio respondeu por email (através da assessoria do órgão) que a duplicação começará “assim que o projeto executivo da engenharia for aprovado” e que “ainda não há uma estimativa de tempo para essa aprovação”, ressaltou.

Em relação à segunda etapa do processo de duplicação, que vai do km 184,5 (Praça do Meio do Mundo) até o km 338 (Patos), o Dnit informou que existe em andamento um processo administrativo com o objetivo de contratar uma empresa para elaborar o Estudo de Viabilidade Técnico, Econômico e Ambiental (EVTEA) que irá determinar o projeto de duplicação.

Já em relação ao trecho que liga a cidade de Patos a Cajazeiras, do km 338 ao 505, o Dnit pontuou que só quando a segunda etapa estiver concluída é que será analisada a necessidade de sua adequação, mesmo a PRF apontando que o trecho mais perigoso de toda a BR-230 esteja entre os km 460 e 470, mais precisamente no município de Sousa.

“Toda a extensão da rodovia entre Campina Grande e Cajazeiras é perigosa. Apesar de existir acidente em toda a rodovia quando esta é duplicada, existe a possibilidade do motorista escapar de uma colisão, que na maioria das vezes acaba em fatalidade”, disse o caminhoneiro Antônio Medeiros.

Duplicar reduz riscos

Após o acidente ocorrido no dia 17, no km 328 da BR-230, próximo ao município de Patos, deixando um saldo de sete mortos e um ferido, a cobrança pela duplicação da rodovia voltou a ser cobrada pelos paraibanos. O acidente ocorreu entre um veículo Mercedes C250 e um Volkswagen Polo.

Segundo Pedro Ataíde, agente da PRF, parte dos acidentes ocorrem em trechos pouco acidentados, exatamente porque os condutores confiam que a rodovia é satisfatória e empregam uma velocidade inadequada.

O agente ressaltou ainda que capotamentos e derrapagens em virtude da alta velocidade também ocorrem no trecho duplicado da BR-230. No entanto, a possibilidade de colisão é praticamente nula.

Paraíba Informa / Fernanda Figueirêdo

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