MP pede esclarecimentos sobre sentença da condenação de Bruno

Promotor Henry Wagner fala sobre interrogatório de Dayanne
Rodrigues (Foto: Pedro Cunha / G1)

Recurso foi apresentado pelo Minitério Público à Justiça nesta terça (12).
Henry Wagner questiona forma como pena será cumprida pelo goleiro.

O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro, responsável pelo processo sobre a morte de Eliza Samudio, pediu à Justiça esclarecimentos sobre a sentença que condenou o goleiro Bruno Fernandes a 22 anos e três meses de prisão. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), os embargos declatórios – tipo de recurso para esclarecer pontos obscuros ou contraditórios em uma decisão judicial – foram apresentados nesta terça-feira (12). O atleta e a ex-mulher dele, Dayanne Rodrigues, foram julgados durante quatro dias no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; ela foi absolvida.

No recurso, Henry Wagner questiona a forma como a pena será cumprida pelo goleiro. “Isto é, necessário é que se esclareça, induvidosamente, se o incriminado deverá cumprir vinte e dois (22) anos e três (03) meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, ou apenas dezessete (17) anos e seis (06) meses [pena relativa ao crime de homicídio] em regime inicialmente fechado ao passo que os demais quatro (04) anos e nove (09) meses de reclusão haveriam de ser cumpridos em regime aberto”, afirma o promotor no documento encaminhado à Justiça.

A sentença proferida pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues condenou Bruno a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses, também em regime aberto, por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime, e reduzida pela confissão do jogador.

De acordo com o Ministério Público (MP), baseado na resposta da juíza Marixa Fabiane, o promotor deve recorrer da sentença, pedindo o aumento da pena da ao goleiro. Segundo o TJMG, o prazo para apresentação da apelação contra a decisão da magistrada vai até 15 de março.

Raquel Freitas Do G1 MG

 

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