NOVO CAPÍTULO: Eduardo Cunha volta a ganhar tempo no conselho de ética

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Parece novela mas trata-se de uma comissão de ética que deveria abrir processo de cassação do mandato do presidente da Câmara.

Após quase três horas de sessão, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados mais uma vez não conseguiu ontem votar o parecer do deputado Marcos Rogério (PDT-RO), relator do processo que pede a cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Na reunião, deputados aliados de Cunha apresentaram ao menos três recursos pedindo o adiamento da votação. Também foi cobrado uma decisão sobre os recursos de aliados do peemedebista que alegam a suspeição do presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA). Eles alegam que Araújo já se pronunciou favoravelmente ao processo e, por isso, não poderia ter direito ao voto no conselho. O presidente só vota em caso de empate.

O advogado de defesa de Cunha no conselho, Marcelo Nobre, recorreu ao STF também pedindo que Araújo não possa votar para desempatar a questão.

O deputado Wellington Roberto (PR-PB), aliado de Eduardo Cunha, apresentou voto em separado contra o parecer do relator Marcos Rogério. O conselho se reúne novamente hoje à tarde, quando tentará encerrar o debate do relatório e votar o parecer. O processo contra Cunha foi instaurado em 3 de novembro, mas não conseguiu superar a primeira etapa, que é a aprovação do parecer pela continuidade da investigação: a admissibilidade.

Rogério pede em seu relatório o prosseguimento do processo. Se aprovado o parecer, Cunha terá dez dias para apresentar defesa contra as acusações de quebra de decoro parlamentar.

Acusado de receber propina

O peemedebista é acusado de ter recebido propina do esquema de corrupção da Petrobras e de ter mentido à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras quando disse não possuir contas na Suíça. Ele nega as acusações.

A sessão desta terça começou pouco depois das 14h30, mas por volta das 17h30, o início da votação dos projetos na pauta do plenário da Câmara, a chamada ordem do dia, impediu a votação do relatório.

No momento em que teve início a ordem do dia, ainda havia deputados inscritos para falar na fase de debate do parecer. Na primeira votação, o relatório a favor do processo foi aprovado por 11 votos a 9, mas recurso de aliados de Cunha conseguiu que uma decisão do 1º vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) na prática anulasse o resultado da votação.

O Supremo Tribunal Federal negou ontem o recurso do Conselho de Ética da Câmara que tentava retomar o ritmo normal das atividades do colegiado no processo de cassação do presidente da Casa.

Paraíba Informa / Com UOL

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