O que você faria se pudesse decidir sobre segurança pública?

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O que você faria se pudesse decidir sobre segurança pública? Se não sabe a reposta é bom começar a refletir, pois o I Fórum de Pacificação Social que reuniu, nesta quinta-feira (17), representantes do Poder Judiciário, Executivo e Legislativo, empresários e profissionais liberais vai provocar a sociedade civil organizada para apresentar sugestões que possam contribuir com a redução dos índices da violência na Paraíba.  Um sistema na internet será criado para esse contato.

De acordo com o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública publicado no início deste mês, a cada seis horas um paraibano morre de forma violenta. Enquanto isso, de acordo com o comandante do Policiamento da Região Metropolitana (CPRM), coronel Lívio Delgado, das 26 mil pessoas presas em 2015, apenas duas mil permaneceram presas.

“A questão da impunidade também nos preocupa bastante, a questão da audiência de custódia tem sido preocupante demais e revolta os nossos policias que veem as pessoas serem presas e liberadas logo depois. Ano passado, por exemplo, tivermos 26 mil pessoas presas e menos de duas mil permaneceram presas. Então, é preciso endurecer as leis e buscarmos soluções melhores”, declarou coronel Lívio.

Durante o evento, autoridades da área de segurança pública e representantes da sociedade apresentaram ideias que podem contribuir com segurança, trocaram experiências e formaram parcerias para auxiliar na redução dos crimes violentos no Estado.

O promotor e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça, proferiu uma palestra durante o encontro.  Ele apontou algumas ações implantadas na sua gestão que contribuíram com a redução da criminalidade em Alagoas.  Segundo ele, o sistema penitenciário tem um custo muito alto para os Estados e a União.

“ É caro, mas ainda não é hora de o Brasil abrir mão do cumprimento de mais de 300 mil mandados em aberto de diversos crimes graves, ou seja, o Brasil precisa primeiro de uma política de endurecimento  para saber que quem cometer um crime irá preso, o policial saber que seu trabalho está valendo a pena,  a caneta do juiz, do promotor do advogado tem valor. Para depois o Brasil adotar a política de despolitização”, comentou Alfredo Gaspar.

O fórum

O I Fórum de Pacificação Social foi coordenado pelo deputado estadual Raoni Mendes (DEM) em parceria com o Instituto Mouzalas.  “Nós participamos de um debate que foi uma excelente oportunidade para que a gente possa construir boas ideias que vão colaborar para acabar com a criminalidade. Sabemos que há muitas possibilidades para acabar com a violência e pretendemos dar continuidade a discussão para amadurecer novas formas necessárias para o combate”, disse Raoni.

Mislene Santos / Foto: Nalva Figueiredo

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