Paraíba registra quase 100 novos casos de microcefalia em uma semana

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Um crescimento incontrolável que segue numa escala imprevisível. A cada semana um novo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde revela que os casos de microcefalia relacionados ao vírus zika, na Paraíba, estão próximos de uma verdadeira epidemia. Somente nesta semana 96 novos casos foram registrados.

Enquanto nos dados dos dias 3 a 9 de janeiro eram 569 notificações da doença, no informativo divulgado nesta quarta-feira (20) já são 665. São 13 os casos de microcefalia já confirmados com exame de imagem apresentando alteração. Outros 604 estão sob investigação. Nenhum deles teve amostra positiva para o vírus zika, ainda. Quarenta e oito foram descartados.

Com esse número, o Estado permanece na segunda posição do ranking dos que mais têm casos notificados, perdendo apenas para Pernambuco, com 1.306. Porém, a Paraíba teve maior crescimento nessa última semana. O Estado vizinho registrou 70 novos casos desde o dia 9.

O número de óbitos suspeitos por microcefalia relacionada ao vírus zika permanece o mesmo do boletim anterior, dez. O mesmo da Bahia. Apenas o Rio Grande do Norte e o Ceará têm mortes confirmadas, sendo cinco no Estado Potiguar e um, no cearense.

Nesta quinta-feira (21), o governador Ricardo Coutinho e o ministro da Saúde, Marcelo Castro, realizam uma ação de mobilização para enfrentamento do Aedes aegypti e da microcefalia, às 15h, no Salão Nobre do Palácio da Redenção.  Na ocasião, também será feita uma avaliação do Plano Estadual de Combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.

De acordo com a secretária da Saúde, Roberta Abath, o objetivo é avaliar o primeiro mês do plano. “A reunião visa fazer uma mobilização e avaliação do Plano Estadual de Combate ao Aedes, que foi lançado dia 16 de dezembro de 2015. Tudo que já foi produzido, todas as ações que estamos realizando nesse primeiro mês do plano estão sendo avaliadas”, explicou.

Foram convidados para a reunião prefeitos, secretários municipais de saúde, Conselho Estadual de Saúde, Corpo de Bombeiros, Forças Armadas, Polícia Militar, Defesa Civil Estadual, assim como as Secretarias de Governo.  “O plano de combate ao Aedes aegypti é formado por cinco eixos, e tem por principal objetivo trabalhar a prevenção e eliminação dos criadouros do mosquito, assim como prestar assistência à população paraibana que venha a desenvolver alguma das doenças relacionadas ao mosquito”, disse Roberta Abath.

No Brasil

O novo informe epidemiológico indica 3.893 casos suspeitos de microcefalia. As notificações foram registradas até 16 de janeiro e ocorreram em 764 municípios de 21 unidades da federação. O boletim aponta o detalhamento dos casos confirmados e descartados. Do total notificado, 224 tiveram confirmação de microcefalia, 6 confirmaram a relação com o vírus Zika e outros 282 foram descartados. Continuam em investigação 3.381 casos suspeitos de microcefalia.

No total, foram notificados 49 óbitos por malformação congênita. Destes cinco foram confirmados para a relação com o vírus Zika, todos na região Nordeste, sendo um no Ceará e quatro no Rio Grande do Norte. Além destes casos, a divulgação traz também o resultado da investigação laboratorial de um bebê com microcefalia em Minas Gerais, que teve a relação com o Zika diagnosticada.

Esta é a sexta confirmação da relação da doença com o vírus. Esses resultados somam-se às demais evidências científicas obtidas em 2015 e reforçam a hipótese de relação entre a infecção pelo vírus Zika e a ocorrência de microcefalia e outras malformações congênitas.

De acordo o informe, o estado de Pernambuco continua com o maior número de casos suspeitos (1.306), o que representa 33% do total registrado em todo o país. Em seguida, estão os estados da Paraíba (665), Bahia (496), Ceará (216), Rio Grande do Norte (188), Sergipe (164), Alagoas (158), Mato Grosso (134) e Rio de Janeiro (122).

Paraíba Informa / Nice Almeida

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