Preço do gás de cozinha vai aumentar

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A Petrobras divulgou, nesta terça-feira (01), alterações nos contratos de fornecimento do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) com as distribuidoras em todo o país. A alteração pode resultar num repasse de até 4% para as distribuidoras dos estados da região Nordeste, conforme especialistas. No entanto, a estatal frisou que não fez qualquer mudança na tabela de custos do combustível. Na Paraíba, sindicato dos revendedores não tem previsão de quanto deverá ser o aumento no preço do produto ou quando o repasse vai chegar ao consumidor.

De acordo com a Petrobras, a alteração nos contratos serve para refletir melhor os custos de logística que, até então, eram cobertos pela própria companhia. Em nota divulgada à imprensa, salientou que, na prática, houve redução nos subsídios às distribuidoras de GLP.

“É um movimento semelhante ao que foi realizado há dois anos para os contratos de fornecimento de diesel e gasolina”, disse a nota. O preço cobrado para quem usa a infraestrutura da companhia era o mesmo aplicado a clientes que não usam. A partir de agora, passa a ser diferenciado, sendo inferior para quem dispõe de infraestrutura própria ou carrega o GLP direto do navio da cabotagem.

A estatal estima um impacto médio de R$ 0,20 por unidade em relação aos preços do botijão de 13 kg – utilizado em residências. Ou seja, o correspondente a 0,36% no preço de um botijão que custa R$ 55. Ainda, de acordo com a Petrobras, o impacto máximo, desconsiderando a média nacional, não deverá ultrapassar R$ 0,70 por botijão nos preços cobrados pela companhia às distribuidoras. Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de derivados, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor.

Impacto local é desconhecido

O presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Paraíba, Marcos Antônio Bezerra, afirmou que não sabe ainda se as distribuidoras vão repassar os reajustes dos contratos aos consumidores. “Não sei se será imediato até porque estamos num período de concorrência crítica de mercado. Então, não sei quando e nem quanto o valor do botijão vai subir aqui no estado”, frisou.

Entretanto, o presidente acredita que, em caso de aumento, o impacto não será grande para o consumidor. “Nem tudo é repassado pelas distribuidoras e até agora nenhuma sinalizou o aumento para o sindicato”, disse Bezerra. Na Paraíba, existem quase duas mil revendedoras de gás de cozinha, conforme estimativa do sindicato.

Reajuste da PBGás a partir de novembro

Entrou em vigor ontem o reajuste de 1,95% no gás natural distribuído pela Companhia Paraibana de Gás (PBGás). O percentual corresponde um aumento de R$ 0,02 sobre o valor do metro cúbico do produto. O reajuste foi o mesmo implantado pela Petrobras no início de outubro deste ano, conforme a Agência Reguladora da Paraíba (ARPB).

Celina Modesto

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