Rede pública só vai imunizar grupos fora de risco se sobrar vacina contra H1N1

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A campanha nacional de vacinação contra o vírus H1N1, que começou segunda-feira (11) na Paraíba, tem causado divergência de opiniões nas redes sociais. A população reclama da restrição da vacina, que vem sendo aplicada a grupos de risco, entre eles os trabalhadores da saúde, crianças e idosos, além de menores infratores e detentos de presídios. Segundo o Ministério da Saúde, por telefone, a vacinação vai ser restrita aos grupos de risco e quem não pertencer a eles só será imunizado caso haja excedente de doses após a campanha. Ela pode ser adquirida, sob pagamento, em clínicas privadas.

De acordo com a Secretaria de Saúde da Paraíba, o Estado começou a imunizar, na segunda as gestantes e os trabalhadores da saúde. Após essa etapa, outros grupos serão chamados para a imunização. Também serão imunizadas em etapas seguintes crianças entre os seis meses e os cinco anos; pessoas acima dos 60 anos; indígenas; puérperas (até 45 dias pós-parto); e integrantes do sistema prisional, além de pessoas portadoras de doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas.

Pelas redes sociais, os paraibanos divergem opiniões sobre a escolha dos grupos de risco. Em uma das postagens, os internautas questionam a imunização de apenados.

Reprodução do Facebook 

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Em outra postagem, os internautas pedem a inclusão dos professores no grupo de risco da doença, já que eles, assim como os apenados, passam o dia em locais fechados, com grande quantidade de pessoas e que são ambientes de maior circulação de vírus, como o H1N1.

Saúde explica

A assessoria de comunicação do Ministério da Saúde disse que os grupos de risco foram escolhidos através de diretrizes e critérios utilizados em campanhas de vacinação anteriores, usados por outros países e indicados pela Organização Mundial da Saúde.

“A vacinação contra o influenza tem grupo prioritário como qualquer outra campanha de vacinação anterior. Essas pessoas são escolhidas por serem mais suscetíveis a desenvolver um quadro grave por conta da doença ou até a morte”, informou a assessoria.

Perguntada sobre a escolha pela imunização dos detentos e menores infratores a assessoria contou que essas pessoas serão imunizadas por “viverem juntas no mesmo ambiente” e porque a proliferação de doenças para elas é maior.

“Essa medida [para pessoas com restrição de liberdade] é feita para vacinar essas pessoas porque elas vivem juntas no mesmo ambiente. Gera menos custa para o país prevenir essa doença do que tratar esse doente depois, já que são muitas pessoas vivendo nessa condição [detentos de presídio ou menores infratores]”, afirmou a assessoria do Ministério da Saúde.

Questionado sobre a possibilidade de toda a população também ser imunizada com a vacina, o Ministério da Saúde disse que isso irá ocorrer apenas se sobrar vacinas da campanha.

“Sempre são compradas vacinas a mais. Se sobrarem vacinas, os Estados têm autonomia para escolher outros grupos que não sejam estes de risco.”, concluiu a assessoria.

A Saúde do Estado informou que, caso a meta de vacinação seja atingida na Paraíba, o excedente de vacinas será liberado para o restante da população.

Mortes

As primeiras mortes por Gripe A, causada pelo vírus H1N1, tratada como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), foram registradas no fim do mês de março na Paraíba. As vítimas foram duas mulheres que estavam internadas em Campina Grande. A confirmação da doença foi feita através de exames de coleta da saliva das pacientes, que foram enviados para laboratório.

Até a sexta-feira (8), data da divulgação do levantamento recente da Saúde do Estado sobre H1N1, sete pessoas haviam morrido com suspeita de infecção pelo vírus na Paraíba. No estado, os casos de mortes suspeitas pelo vírus H1N1 aconteceram nos municípios de João Pessoa (4), Campina Grande (1), Puxinanã (1) e Camalaú (1).

Já o levantamento nacional do Ministério da Saúde aponta que a Gripe A já afetou 686 brasileiros, com 102 mortes contabilizadas até o dia 2 deste mês. Em comparação com 2015, o vírus H1N1 teve um aumento de 386% em todo o Brasil, passando de 141 casos para 686, até o dia 2 deste mês.

Em número de mortes, o levantamento mostra um aumento de 184% entre 2015 e abril deste ano, saltando de 36 casos com mortes para 102.

 

Paraíba Infoma / PC

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