UFPB em pé de guerra por causa das eleições

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Ao que parece, a vida política da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) não anda tão tranquila. Depois da confusão dessa terça-feira (16) envolvendo estudantes e seguranças  durante a reunião do Conselho Universitário (Consuni), nesta quarta-feira (17), o professor Flávio Lúcio, assessor da reitora Margareth Diniz, pediu, em carta enviada à magnífica reitora, a demissão do cargo. Dente outras coisas, ele trata as decisões tomadas sobre o pleito como ilegais e usa termos como golpe e casuísmo político.

As principais reclamações de Flávio Lúcio são a antecipação das eleições, que acontecerá no dia 13 de abril, e também a permissão de voto para os servidores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que atuam no Hospital Universitário Lauro Wanderley.

“No casos das regras para as próximas eleições de reitor, a democracia da UFPB sofreu dois duros golpes ontem. O primeiro, foi a antecipação das eleições, que sempre (sempre) foram realizadas em maio. Qual a motivação para isso, se o semestre se prolonga até 15 de junho, a não ser dificultar o debate e criar problemas para outros candidatos? É triste ver um Conselho Universitário, formado majoritariamente por diretores de centros eleitos, curvarem-se à manobra tão explícita”, escreveu em um dos trechos da carta.

Sobre o poder de voto dos servidores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Flávio Lúcio disse que a “gravidade é ainda maior, porque essa mudança não é apenas um casuísmo político e eleitoral: ela é ilegal”. O professor rebateu o que foi alegado em defesa do voto dos servidores da EBSERH e o fato desta decisão ter sido tomada sem um debate, nem “amadurecimento necessário”.

“O servidor da EBSERH não é servidor da UFPB. Ele pertence aos quadros de uma empresa estatal, vinculado ao MEC e pago por ele. Formalmente, a UFPB não tem nenhuma ingerência administrativa nos quadros da EBSERH, a não ser indicar seus dirigentes. O que só corrobora o fato da EBSERH ter sido criada exatamente com esse objetivo: dar flexibilidade às contratações, às compras de insumos e equipamentos, funcionar como uma empresa, enfim. Além de tudo, e mais importante, nesse caso, os servidores da EBSERH são regidos pela CLT, diferente dos da UFPB, que são estatutários. Isso tem grandes implicações políticas, não é mesmo? A atitude de um servidor celetista será a mesma de um servidor estatutário diante do pedido de voto de um chefe? Nós sabemos que não”, completou.

Flávio Lúcio terminou a carta com o pedido de desligamento: “Assim sendo, encerro com esta carta minha colaboração ao seu reitorado e solicito em caráter irrevogável meu desligamento da função”.

*A reportagem do CORREIO ONLINE entrou em contato com a reitora Margareth Diniz, mas foi informada que a mesma estava proferindo uma palestra e não poderia atender a ligação no momento.

Paraíba Informa / Rammom Monte

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