Veraneio na lama: visitantes e moradores de cabedelo sofrem sem infraestrutura

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O verão coincide com as férias e nessa época, as praias de Cabedelo recebem moradores “temporários”. Os veranistas não estão satisfeitos com a infraestrutura encontrada nos principais bairros litorâneos. O acesso está ruim, lama, lixo e buracos dão as boas vindas aos visitantes. A Secretaria de Infraestrutura informou que não há previsão para calçamento na área e a máquina niveladora só poderá passar quando não estiver chovendo. A situação de precariedade deve permanecer por tempo indeterminado.

As praias de Camboinha, Poço, Ponta de Campina e Formosa ficam cheias de turistas nesse período. Os problemas se repetem a cada ano. A secretária Edna Lira, de Campina Grande vem todo ano para visitar a família. “Há 20 anos minha irmã mora aqui. O Poço sempre foi debilitado. Sempre teve problemas de infraestrutura, não tem calçamento. Quando chove é lama demais”, disse.

Nas ruas adjacentes à beira-mar, a água empoçada é o cartão de visita. O porteiro Francisco de Assis de Oliveira enfatizou a situação em Camboinha 3, onde mora. “Tem que ir de barco. Quando chove é lama, quando tá seco é poeira. Não tem calçamento. O caminhão do lixo vai uma vez na semana, quando vai. e não tem coletor de lixo. O prefeito não está nem aí para a gente”, enfatizou.

Nem todos desejam melhorias. A professora carioca Aurelana Oliveira veio pela primeira vez ao litoral de Cabedelo. Não gostou da infraestrutura, mas, acredita que há desinteresse dos moradores, mesmo que de veraneio. “Não sei se há interesse de quem mora em melhorar o acesso, que está péssimo. Pelo que vi no perfil das casas e dos automóveis, são pessoas de boas condições, que devem ter contatos também e influência. Se eles não cobram do poder público é porque não querem. Imagine que se fosse asfaltado, traia muito mais gente”, comentou a turista.

Camila Brito aluga a casa só para veraneio e prefere como está. “O acesso é ruim quando a gente vem da BR-230, tem buracos. Para quem mora o ano todo é ruim, mas, não incomoda tanto quem passa pouco tempo. Se melhorar a infraestrutura da rua e calçar, terá mais movimento. Isso para nós não é tão bom”, afirmou a engenheira civil de Campina Grande.

Calçamento sem previsão

O principal problema relatado por moradores e turistas foi a falta de calçamento. A secretária de Infraestrutura de Cabedelo, Érika Moreno, informou que pavimentação e drenagem estão sendo feitos em Intermares e a previsão é que no Recanto do Poço e adjacências do IFPB recebam a melhoria. Para Camboinha e bairros próximos não há previsão. “É um momento de crise e temos que optar. A prioridade é o acesso dos alunos à universidade. E no Recanto, tem casas alagadas, carro que não entra e nem sai”, declarou.

Em relação à limpeza urbana, Érika afirmou que há poucas reclamações e foram isntaladas lixeiras na praia. “Reclamação sempre existe, mas estão sendo mínimas. No máximo cinco por semana e às vezes são de podas, não é de lixo domiciliar. Na praia, a orla (calçadão e faixa de areia) inteira tem lixeiras e são suficientes para a demanda, antes não tinha nenhuma”, revelou.

“Temos pessoas trabalhando na limpeza, como em pente fino. Juntando restos de coco, garrafa, copo. Muita gente não contribui. Tem a lixeira a três metros, mas, não tem coragem de ir até lá.”, justificou Érika.

Coqueiros

Os moradores relataram que os donos dos imóveis estavam sendo notificados para que podassem os coqueiros na frente das casas sob pena de multa. Érika Moreno disse que a medida é da Secretaria de Planejamento. A reportagem do Correio entrou em contato com o secretário Adalberto Otávio Oliveira, porém, ele não estava na secretaria e não atendeu o celular.

Paraíba Informa / Bruna Vieira

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